Mulher - Saúde

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ENXAQUECA

 

A enxaqueca é uma dor de cabeça que se manifesta por crises repetidas, com duração de 4 a 72 horas. Geralmente localiza-se em um dos lados da cabeça, é latejante, com intensidade moderada ou grave e é agravada por atividade física de rotina, tal como subir escadas. Pode estar associada à náuseas, vômitos e intolerância à luz e sons.

Em cerca de 10% dos casos a enxaqueca é precedida por aura, que se desenvolve de forma vagarosa, num intervalo de 5 a 20 minutos precedendo a crise de dor. A aura apresenta-se por diferentes sintomas: pontos luminosos, ondulações na visão, restrição do campo de visão, visão distorcida de objetos, sensação de adormecimento no corpo e percepção de cheiros inexistentes no momento.

A enxaqueca acomete cerca de 12% da população brasileira, sendo mais freqüentemente observada em mulheres (18%) do que em homens (6%). É responsável por queda na produtividade individual o que reflete negativamente na sociedade em geral. Pode se iniciar na infância ou adolescência e persistir por toda a vida do paciente. Na maioria das vezes há outros casos de enxaqueca na família.

A causa exata da enxaqueca não é conhecida. Acredita-se que haja uma alteração das substâncias químicas cerebrais durante uma crise de dor.

Alguns fatores podem desencadear as crises de enxaqueca: estresse, cansaço, ansiedade, depressão, jejum prolongado, privação de sono e consumo excessivo de cafeína (café, chá e alguns refrigerantes).

O tratamento da enxaqueca baseia-se na crise aguda e na prevenção de crises. Na fase aguda, quando as crises são leves, apenas o repouso e o sono podem ser suficientes. Nas crises moderadas e intensas serão necessários analgésicos comuns e medicações anti-enxaquecosas. O tratamento medicamentoso preventivo está indicado nos casos de duas ou mais crises por mês, na crise única mensal com grande impacto para o paciente e quando os medicamentos abortivos de crise são ineficazes.

Medidas não medicamentosas também são úteis na prevenção da enxaqueca: manter horário regular para dormir e acordar e para realizar as refeições, fazer atividade física constante, evitar sobrecarga de trabalho, incluir horas de lazer na rotina de vida, evitar alimentos que certamente desencadeiam as crises e evitar abuso de analgésicos comuns.

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CLIMATÉRIO

O climatério é um período de transição da etapa reprodutiva para não reprodutiva. Isso se relaciona a deficiência do hormônio estrogênio, que vai diminuindo nesse período. O climatério está dividido em três fases: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa.

A perimenopausa é um período que começa quando a mulher está com, aproximadamente, 45 anos, antes da parada definitiva da menstruação que já se apresenta irregular. E é nessa fase que surgem, progressivamente, alguns sintomas como: Ondas de calor, suores abundantes, depressão, irregularidade menstrual e também alterações urogenitais.

Já a menopausa é a ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos, em função da perda da atividade ovariana, ocorre por volta dos 51 anos. E a terceira fase é a pós-menopausa. Esta fase acontece depois da parada menstrual definitiva e seguirá pelo resto da vida da mulher. A conseqüência da queda da produção de estrógeno na pós-menopausa causa redução da secreção vaginal, provocando secura, irritação, prurido e dor nas relações sexuais.

A mulher também tende a sentir tontura, cansaço, depressão, alterações do sono e as famosas ondas de calor, que chamamos de fogachos. A pele se torna ressecada, tendo maior propensão a rugas. Os cabelos e pêlos ficam quebradiços. Essas modificações físicas, também atingem o emocional feminino e refletem na sua rotina de vida. A mulher pode se sentir insatisfeita, não desejável e desmotivada nas relações sociais, familiares e íntimas.

Surgem também doenças silenciosas e progressivas, pouco percebidas nos primeiros anos do climatério. São eles a osteoporose, doenças cardio e cérebro vasculares.

Observe que 75% da perda óssea acontece em mulheres após a menopausa, justamente por causa da redução do nível de estrógeno. A doença coronariana que pode levar ao infarto é a principal causa de morte, entre as mulheres climatéricas.

A mulher para manter a sua saúde física e emocional, necessita repor aqueles hormônios que deixou de produzir e que lhe garantem saúde e vitalidade. A osteoporose causa fraturas que podem acontecer com pequenos esforços ou mesmo espontaneamente.

Para combater esses graves problemas, a mulher pode tomar os hormônios. Esse tratamento se chama terapia de reposição hormonal.

São muitos os benefícios da TRH: reduz os calores, suores, depressão e mudanças de humor; melhora o desejo sexual, diminui as desordens genitais, como a secura e o prurido vaginal, reduz os distúrbios urinários como a urgência e a incontinência urinária, diminui a secura e o enrugamento da pele, diminui a perda óssea e previne a osteoporose.

Com todos estes benefícios, podemos afirmar que a TRH compensa amplamente, considerando os prejuízos, muitas vezes, irreparáveis da falta hormonal. No entanto, a terapia de reposição hormonal ou TRH, deve ser feita de forma individual, levando em consideração as necessidades e as condições clínicas de cada paciente e não esquecer que cada fase do climatério tem as suas particularidades.

Viver mais e com mais qualidade significa passar pelo climatério sem tanto sofrimento; ou pelo menos, com redução dos sintomas. Hoje com o aumento da expectativa de vida, vale lembrar que as mulheres passam, pelo menos, um terço da vida no climatério.

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De onde vem o câncer?

Primeiro, devemos saber que todos os seres vivos são formados por milhões de células, que são as menores unidades de vida. Cada célula pode se reproduzir, formando outras células.

O crescimento desordenado das células forma os tumores, que podem ser benignos ou malignos (câncer). Os tumores benignos crescem até um determinado tamanho e param, enquanto que os tumores malignos crescem descontroladamente, invadindo as células normais à sua volta. As células malignas podem também cair na circulação e chegar a outras locais do corpo, distantes do tumor inicial. Esse processo é chamado de metástase.

Apenas tumores malignos (câncer) podem originar metástases, que são combatidas através de tratamento adequado, como quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia.

Câncer de mama

Esta doença é mais freqüente entre os 40 e 50 anos de idade. O mais comum é a mulher descobrir sozinha um caroço no seio (geralmente já de tamanho razoável) ou no exame de mamas com o ginecologista.

Mas isto não é o ideal! Quando palpamos um nódulo de 2 cm ou mais, ele já está crescendo há algum tempo, e o tratamento será mais difícil, podendo ser necessário retirar a mama. O melhor é fazer periodicamente a mamografia, capaz de detetar a doença precocemente, quando ainda não existe tumor palpável

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